O que é a doença de Peyronie?

A doença de Peyronie é uma condição em que se forma uma cicatriz (chamada “placa” ou “fibrose”) na túnica albugínea do pênis. Essa placa pode:

  • Causar curvatura do pênis durante a ereção;
  • Provocar encurtamento e deformidades (por exemplo perda de comprimento, sulcos ou caroços);
  • Causar dor durante ereção (mais comum na fase inicial) e, em muitos casos, dificuldade para manter ereção por causa da deformidade ou por fatores psicológicos.

A doença costuma ter uma fase aguda/ativa (dor e evolução da curvatura) e depois uma fase crônica/estabilizada (curvatura estabilizada e sem dor).

Como é feito o diagnóstico?

  1. Anamnese detalhada — quando começaram os sintomas, evolução, presença de dor, impacto na função sexual e na relação.
  2. Exame físico — procura por placa palpável, mede-se a curvatura em ereção. Podemos avaliar fotos ou vídeos fornecidos pelo próprio paciente mostrando o pênis em ereção.
  3. Exames complementares – Doppler peniano com fármaco indução em casos de dúvida ou avaliação de vascularização.

Quais são os TRATAMENTOS:

Tratamentos orais

  • Muitos medicamentos orais (vitamina E, colchicina, potentes antifibróticos como pentoxifilina, inibidores da fosfodiesterase etc.) foram estudados. Nenhum medicamento oral tem evidência robusta e unânime que o recomende como padrão único de tratamento para reduzir curvatura. Assim, terapias orais podem ser consideradas em fases iniciais ou como adjuvantes, mas sem grandes expectativas.

Tratamentos intralesionais (injeções na placa)

  • Colagenase Clostridium histolyticum (CCH, conhecido comercialmente em alguns países como Xiaflex): é a terapia com melhor evidência de eficácia para reduzir a curvatura peniana em pacientes selecionados (melhora média da curvatura em graus em alguns estudos controlados). Meta-análises e revisões sistemáticas mostram benefício consistente na redução da curvatura, costuma ser indicado quando a doença está na fase crônica/estabilizada. Lembrando que não há disponibilidade no Brasil e o custo fora do país é extremamente elevado.
  • Outras injeções (interferon alfa-2b, verapamil): os dados são variados — algumas mostram benefício modesto, outras não; em geral, a qualidade das evidências é inferior à de CCH e os resultados são menos consistentes. Revisões recentes discutem utilidade e limitações dessas abordagens.

Terapias físicas/combinadas (tracção, vácuo)

  • Terapia por tração peniana e dispositivos à vácuo têm estudos mostrando que podem reduzir curvatura e preservar/recuperar comprimento quando usados por períodos prolongados; recomendações variam, a evidência é promissora mas considerada moderada — muitas diretrizes recomendam como opção, especialmente em combinação com tratamentos intralesionais ou cirúrgicos.

CIRURGIAS

Quais são as opções cirúrgicas disponíveis?

Quando a doença está estável (normalmente >3–6 meses sem mudança) e a curvatura impede a relação sexual satisfatória, as opções cirúrgicas incluem:

1. Plicaturas (procedimentos de encurtamento do lado convexo) — por exemplo a técnica de Nesbit ou variantes: recomendado para curvaturas menores (geralmente <60°) quando o paciente aceita possível perda de comprimento. É a cirurgia mais simples e de recuperação mais rápida.

2. Incisão ou excisão da placa + uso de enxerto — corta-se a placa do lado côncavo e coloca-se um enxerto para corrigir curvatura, indicado para curvaturas maiores ou deformidades complexas, quando se quer preservar comprimento. Risco maior de disfunção erétil pós-operatória comparado às plicaturas.

3. Prótese peniana — indicada quando há disfunção erétil grave associada que não respondeu a tratamentos, ou em casos complexos com deformidade e perda de comprimento; a prótese pode ser combinada com técnicas de modelagem/ enxerto para corrigir curvatura.

A escolha cirúrgica é individual — depende de grau e tipo de deformidade, preservação de comprimento desejada, função erétil e expectativas do paciente. Discussão detalhada pré-operatória é essencial.

O que o paciente pode esperar?

  • Na fase aguda, o foco é controlar dor e avaliar se a deformidade está progredindo; tratamentos conservadores e acompanhamento são comuns.
  • Na fase crônica, quando a curvatura está estável e atrapalha a relação, opções com evidência comprovada podem melhorar a função sexual e a qualidade de vida.
  • Nem todo paciente precisa de cirurgia; muitas vezes combina-se tratamentos ou usa-se terapias menos invasivas primeiro.

Se você percebeu curvatura no pênis, dor na ereção, diminuição do comprimento ou dificuldade para manter a relação sexual, marque uma avaliação para conversarmos sobre o seu caso e traçar uma linha de cuidado para você

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